Regras Oficial Paraibana 2013

FEDERAÇÃO PARAIBANA DE FUTEBOL DE MESA
Fundada em 22 de agosto de 1990

DISPÕE SOBRE A REGRA OFICIAL DE
FUTEBOL DE MESA NA PARAÍBA

CAPÍTULO I – DAS DEFINIÇÕES

1. FUTEBOL DE MESA – É uma modalidade esportiva praticada por dois contedores que procura repetir sobre uma mesa especial, lances e jogadas semelhantes às do futebol de campo.

2. EQUIPE – São seus componentes, a saber: os jogadores ou botões e o goleiro.

3. TÉCNICO – É a pessoa que procede o deslocamento dos jogadores em campo, utilizando para tal a palheta ou algo similar.

4. LANCE OU JOGADA – É o ato de impulsionar o jogador, fazendo-o deslizar no campo. Neste deslocamento, o técnico não poderá conduzir ou impedir de qualquer modo sua trajetória. O lance só poderá ser executado com a bola parada, exceção feita ao toque do goleiro dentro da pequena área. Cada técnico tem o direito a um lance por vez, salvo no lateral direto (bi toque) e nas saídas de centro de campo.

CAPÍTULO II – DAS REGRAS

Regra I – campo de jogo

Definição

Art.1º – O Futebol de Mesa é praticado sobre uma superfície plana de madeira compensada não devendo ter espessura inferior a 10mm, circundada por sarrafos de madeira ou batedores ou redes de proteção, destinados a impedir a queda dos jogadores.

Art.2º – O campo é retangular, com as seguintes dimensões:

a) medidas máximas: 1.80m de comprimento por 1.40m de largura;
b) medidas mínimas: 1.65m de de comprimento por 1.28m de largura.

Art.3º Marcação interna: Às linhas bem visíveis, delimitando o campo de jogo denominam-se linhas de fundo as das extremidades, e linhas laterais, as dos lados. Do encontro dessas linhas resultam ângulos retos cujos vértices, são destinados a cobrança dos tiros livres de cantos.

§ 1º- Pode ser considerado linha imaginária para determinar posicionamento de jogadores, (ex. linha de impedimento, linha da bola).

§ 2º- Linha de impedimento é uma linha imaginária, no campo de defesa, paralela a linha de fundo, tangente ao jogador de defesa mais próximo da linha de fundo para determinar impedimento. Não se aplica a linha de impedimento quando este jogador estiver sobre a linha de fundo.

§ 3º- Linha da bola, é uma linha imaginária, tangente a bola para determinar a distância da bola para linha de fundo. Diz-se que o jogador está atrás da linha da bola, quando está mais próximo da linha de fundo que a bola, e que está a frente da linha da bola quando está mais distante.

Art. 4º – O campo é dividido transversalmente em duas partes iguais, através de uma linha denominada (linha de meio de campo), no meio da qual fica determinada o centro do campo, circundado pelo grande circulo, medindo desde 35cm de diâmetro máximo até o mínimo de 28 cm.

Parágrafo Único – Não considera-se prolongamento imaginário da “ linha de centro” para determinar posicionamento de jogadores em campo.

Art.5º – Grande área mede no campo de tamanho máximo 30cm de comprimento por 80cm de largura, no campo mínimo sublinhado mede 30cm de comprimento por 68cm de largura.

Art.6º – Pequena área mede no campo de tamanho máximo 10cm de comprimento por 40cm de largura, e no campo de tamanho mínimo mede 10cm de comprimento por 35 de largura.

Parágrafo único – Na pequena área limita-se a ação do goleiro nos tiros a gol, e é o local determinado para cobrança do tiro de meta.

Art.7º – As metas – também conhecidas por traves ou balizas, compõem-se cada uma de dois postes verticais e um travessão horizontal, ficando situados de cada lado sobre a linha de fundo, equidistando igualmente dos ângulos de escanteio. Medem as mesmas, quer no campo de tamanho máximo quer no campo de tamanho mínimo, 22 cm de comprimento por 4,50 cm de altura. (medidas internas). O formato dos postes e travessões poderão ser oval ou roliço, sua espessura não poderá exceder a 12,7mm e nem ser inferior a 6,3mm.

Art.8º – Linhas de metas – São situadas entre as traves (uma em cada meta).

Regra II – bola

Art.9º – A bola no jogo de Futebol de Mesa é representada por um disco, (feito de PVC ou material similar) cujo tamanho máximo é de 18mm de diâmetro por 3mm de espessura, e no mínimo 16mm por 2mm de espessura.

Regra III – os jogadores (botões), goleiro e palheta

Art.10 – O jogo Futebol de Mesa é disputado por duas equipes, tendo cada uma(11) componentes, sendo (10) jogadores ou botões, sendo estes compostos de 05 (cinco) defensores e 05 (cinco) atacantes, e 01 (um) goleiro.

Discrições físicas dos jogadores (botões) e do goleiro

Art.11 – Os jogadores ou botões deverão ter formato cilíndrico. Poderão ser fabricados em acrílico, celulóide, PVC ou qualquer outro material que se preste para prática do Futebol de Mesa.

– Terão no máximo 55 mm de diâmetro e 15 mm de altura.

– Os goleiros deverão ter o formato de paralelogramo retangular fabricados em madeira, plásticos ou dos mesmo materiais usados na fabricação de botões, ou outro material que não seja incompatível com a prática do Futebol de Mesa. Terão como medidas máximas, 60mm de largura, 35mm de altura e 15mm de espessura.

Art.12 Palheta

a) chama-se de palheta o objeto que o técnico usa para acionar seus botões;
b) a palheta poderá ser de qualquer material não metálico e poderá ter formas e dimensões que convier ao técnico, desde que não prejudique a visibilidade do árbitro ou do adversário;
c) é vetado qualquer tipo de palheta que danifique a superfície da mesa em que esteja sendo realizada a partida;

PARTICIPAÇÃO PROIBIDA

Art.13 – Não é permitira a participação de jogadores quebrados, rachados ou que não satisfaça a regra (art.11 ).

Parágrafo Único – Nas competições oficiais não poderão participar jogadores (botões) descaracterizados dos seus times, nem sem portar seu número bem visível, na posição de jogo.

Regra IV – Tiro livre

Art.14 – Tiro livre é toda reposição de bola após ela ter saído de jogo. Os tiros livres podem ser: indireto ou direto.

– O jogador que executar um tiro livre, seja ele direto ou indireto, só poderá tocar a bola depois que ela for movimentada por outro jogador.

– As infrações ou faltas serão tratadas em regra específica. (Regra VII)

TIRO LIVRE INDIRETO

Art.15 – Tiro livre indireto é todo aquele em que não se pode mandar a gol. São eles: Saídas de centro de campo, tiro de meta, lateral indireto, infração ou falta cometida no campo de ataque, falta técnica leve.

SAÍDAS DE CENTRO DE CAMPO

Art.16 – Por ocasião das saídas de centro de campo, ou seja, no início e reinício da partida e na saída após o gol, os jogadores deverão estar nas sua posições iniciais, fora do círculo central, exceto os jogadores que participem da saída. Somente poderão ficar dentro do circulo central 02 (dois) jogadores do técnico beneficiado com a saída. Nenhum outro jogador deverá tocar a linha divisória.

§ 1º – A saída se dá em dois lances, com a bola no ponto do círculo central e com dois atacantes colocados dentro do mesmo O primeiro impulsionará a bola em direção de ataque, ou seja, para frente, devendo o segundo jogador do técnico beneficiado com a saída tocar pela 2ª vez na bola. Esta deverá ficar, após a saída, além do círculo central e fora da grande área, mantendo a distância mínima de 8cm de quaisquer dos atacantes.

§ 2º – Após o gol, a arrumação dos jogadores poderá levar 15 (quinze) segundos a partir da sua consignação.

TIRO DE META

Art.17 – Chama-se tiro de meta, a reposição da bola em jogo, toda vez que a bola tocar ou sair pela linha de fundo, ou ficar na pequena área, ou ficar dentro do gol sem a consignação do gol.

§ 1º- O tiro de meta será cobrado pela equipe que o tiver direito, com a bola sobre a linha da pequena área do lado (do centro até o bico) que ele ocorreu, com exceção dela ficar na pequena área ou dentro do gol, onde a equipe que o tiver direito poderá optar pelo lado que irá cobrá-lo.

§ 2º Quando da sua execução, se a bola arremessada ao campo adversário retornar e sair pela linha de fundo do campo de quem a arremessou, será cobrado um tiro de meta com arrumação das equipes.

INFRAÇÃO OU FALTA COMETIDA NO CAMPO DE DEFESA

LATERAL INDIRETO

Art.18 – Chama-se lateral indireto a toda reposição de bola pela lateral do campo quando provocado pelo goleiro ou quando provocado pelos jogadores, sem que o lance tenha ocorrido totalmente no campo de defesa do infrator.

§ 1º O lateral será cobrado pela equipe a que tiver direito, sempre que possível no local de saída da bola, sempre mediante o acionamento de um jogador que a impulsionará. O jogador deverá ficar fora do campo enquanto que a bola deverá ser posta em cima da linha lateral. Quando não for possível cobrá-lo no local de saída da bola, pode-se retornar a bola na direção de seu campo de defesa apenas o suficiente para a cobrança ser realizada. No caso em não poder retornar a bola em seu campo de defesa, pode-se adiantar a bola apenas o suficiente para posicionar a cobrança se o botão for do adversário, se for o seu a reposição é com o botão que está no local.

§ 2º Quando da sua execução, se a bola arremessada ao campo adversário retornar e sair pela linha de fundo do campo de quem a arremessou, será cobrado um tiro de meta com arrumação das equipes.

TIRO LIVRE DIRETO

Art.19 – Tiro livre direto é todo aquele em que se pode mandar a gol, portanto, deve ser precedido de um aviso de “pegue”, para que o gol daí resultante seja considerado válido. São eles: Penalidade máxima (penalti), escanteio, lateral direto (bi toque), hands, falta cometida no campo de ataque, falta técnica disciplinar grave, falta técnica moderada, grave e muito grave.

PENALIDADE MÁXIMA (PENALTI)

CONCEITO

Art.20 – Constitui penalti, toda a infração, exceto escanteio ou falta técnica, cometida dentro da grande área defendida pelo infrator.

CONDIÇÕES DE COBRANÇAS

Art.21 – O penalti é cobrado do lugar correspondente (marca penal), e na sua cobrança serão tomadas as seguintes providências:

a) afastamento para fora da grande área dos jogadores colocados dentro dela;

b) após o arremesso do penalti, permanecendo a bola em jogo, os jogadores disposto como manda a alínea “a” deste art. não poderão ser movidos com a mão.

§ 1º – A cobrança do penalti dar-se-á após a autorização do árbitro que, para formalizá-la exigirá que a base do goleiro esteja sobre toda a extensão da linha de gol.

§ 2º – O goleiro ficará imóvel entre os postes laterais das traves, só podendo se mover lateralmente quando o técnico adversário colocar a palheta sobre o botão.

ESCANTEIO

Art.22 – Denomina-se escanteio ao resultado da jogada em que a bola sai pela linha de fundo e cujo direito de reposição seja da equipe atacante.

§ 1º – Ocorrerá escanteio quando:

a) a bola sair pela linha de fundo da equipe que se defende, tendo tocado por último no goleiro;

b) a bola sair pela linha de fundo tendo tocado no goleiro e depois em quaisquer jogadores do técnico que se defende;

c) a bola sair pela linha de fundo tendo sido chutada para diante pelo técnico que se defende e que por um acidente de percurso tenha tomado o caminho inverso, porém sem ter deixado o campo de defesa.

§ 2º – O escanteio será cobrado com a bola colocada dentro do quarto de círculo do lado em que se deu a saída da bola; o arremesso deverá ser feito por um jogador nâo necessariamente fora do campo.

§ 3º – A bola estará em jogo após ter saído de dentro do quarto de círculo de onde foi arremessada.

§ 4º – Os jogadores utilizados para jogar por tabela, um máximo de dois, deverão ser colocados em qualquer parte da grande área, podendo o técnico que se defende, optar pela utilização de até 2 (dois) jogadores dentro da pequena área, independentemente do número usado pelo adversário. Os demais jogadores de defesa serão postados em suas posições, de modo a não prejudicar a cobrança de escanteio.

Art.23 – Será válido o gol que penetrar diretamente na meta sem o uso da tabela posta diante das pequena área (gol olímpico).

LATERAL DIRETO (BI TOQUE)

Art.24 – Chama-se lateral direto (bi toque) a toda reposição de bola pela lateral do campo onde o lance tenha ocorrido totalmente no campo de defesa do infrator. Essa reposição será feita em dois toques pelo técnico beneficiado.
§ 1º O lateral será cobrado pela equipe a que tiver direito, sempre que possível no local de saída da bola, sempre mediante o acionamento de um jogador que a impulsionará. O jogador deverá ficar fora do campo enquanto que a bola deverá ser posta em cima da linha lateral. Quando não for possível cobrá-lo no local de saída da bola, pode-se adiantar a bola na direção de seu campo de ataque apenas o suficiente para a cobrança ser realizada.

§ 2º Quando da sua execução, se a bola arremessada sair, será considerado falta técnica leve.

HANDS

Art.25 – Será considerado HANDS, quando o goleiro tocar na bola fora da pequena área.

Parágrafo Único – A linha que delimita a pequena área é considerada como sendo parte da mesma.

Art.26 – O HANDS será cobrado da seguinte forma:

a) a bola será colocada num dos vértices (bico) da grande área para chute a gol direto, tendo o defensor o direito de pôr o jogador a 8 cm, de distância da bola, fazendo barreira;
b) o goleiro poderá movimentar-se à vontade dentro da pequena área, quando da cobrança do HANDS.

REGRA V – DA DINÂMICA DE JOGO

Campo

Art.27 – O campo se divide em duas partes: Campo de defesa e campo de ataque.

§ 1º – CAMPO DE DEFESA – É a parte do campo onde estão postados na arrumação inicial os defensores. A linha divisória de centro do campo faz parte do campo de defesa.

§ 2º – CAMPO DE ATAQUE – É a parte do campo onde estão arrumados na arrumação inicial os atacantes.

DO ACIONAMENTO E MOVIMENTO DOS JOGADORES

Art.28 – Chama-se de acionamento de um jogador (botão) ao ato de se fazê-lo mover-se mediante a colocação da palheta sobre este, pressionando-o contra a superfície da mesa de jogo.

Art.29 – O lance é considerado iniciado quando após haver um deslocamento, o técnico retirar a palheta do jogador.

§ 1º- Quando o deslocamento do jogador provocar impulsão da bola, toda sua trajetória será considerada como parte integrante do lance.

§ 2º- O lance será considerado concluído quando cessar o movimento da bola e/ou dos jogadores.

§ 3º- O acionamento de um jogador, que esteja em jogo, só poderá ser feito com o uso da palheta.

TEMPO DE JOGO

Art.30 – A duração da partida é de 30 (trinta) minutos, constituída de dois meios tempo de 15 (quinze) minutos cada com intervalos ou não de até 3 (três) minutos.

§ 1º- Nos casos em que uma prorrogação se faça necessária, ela será de 10 minutos dividida em dois tempos de 5 minutos, sem intervalo.

§ 2º- Após o 1º tempo, ocorrerá obrigatoriamente a mudança de campo (troca de lado) pelos participantes.

Art.31 – O tempo poderá ser controlado por um contador de minutos cronômetro, relógio ou sistema equivalente que fará soar um alarme ao atingir o fim de cada fase, dando assim por encerrada a fase em questão. É permitido o uso pela mesa controladora de um apito ou algo similar acionado pelo cronometrista ou em substituição ao alarme automático.

Parágrafo Único – Se antes de soar a campainha, houve sido assinalado uma penalidade máxima, falta técnica ou disciplinar, lateral dois toques, ou um aviso “pegue” o tempo do jogo da fase fica prorrogado o quanto se fizer necessário para efetivação do lance.

Art.32 – Saída da 1ª fase caberá a um dos técnicos por sorteio ou a critério do árbitro, cabendo a saída na outra fase automaticamente ao outro técnico.

Art.33 – O árbitro ou a mesa controladora, sempre que necessário fará descontos de tempo por eventuais paralizações em qualquer das fases do jogo, prorrogando-se até atingir, (10) dez minutos efetivos de jogo. Contudo, nenhuma prorrogação poderá ser inferior à 30 (trinta) segundos e nem poderá ser transferida para a Segunda fase do jogo a prorrogação eventual da primeira fase.

Art.34 – Caso uma partida seja interrompida por motivo de falta de corrente elétrica, os minutos restantes sejam na 1ª fase ou na 2ª fase serão jogados oportunamente por decisão da Comissão Disciplinar, permanecendo o resultado.

Parágrafo Único – A partida sendo cronometrada, o árbitro parará o cronometro, enquanto a interrupção, seja por extravio de bola ou outra qualquer ocorrência.

PRORROGAÇÃO

Art.35 – Em qualquer dos períodos, o tempo normal será prorrogado para permitir a cobrança de infração com mando de gol, de acordo com o art. 41 parágrafo único.

TEMPO DE REFLEXÃO

Art.36 – Denomina-se tempo de reflexão aquele que é assegurado a um técnico para que execute um determinado lance. O tempo de reflexão será, no máximo de quinze (15) segundos, findo os quais o árbitro avisará “tempo” e, a partir daí, lhe será imposta uma falta técnica anotada a cada quinze (15) segundos, de demora, até que seja executado o referido lance.

DISPOSIÇÃO DOS JOGADORES EM CAMPO

ARRUMAÇÃO INICIAL

Art.37 – A arrumação inicial dos jogadores em campo para início do 1º e 2º tempo, para reinício de jogo com bola ao centro, antes de uma cobrança de lateral direto (bi toque), ou ainda cada vez que a bola sair de jogo tendo sido chutada legalmente ao gol, é a seguir:

a) Defensores – Dispostos no campo de defesa em “linha”, em “W” ou qualquer outro modo, desde que não distem mais que 30cm, da linha de fundo;

b) Atacantes – Dispostos no campo de ataque ao longo da linha divisória, distando desta, nunca mais de 23cm, podendo estar dentro do círculo central, com exceção nas saídas de centro de campo, onde só poderão ficar no círculo central os jogadores que participarem da saída

Art.38 – Por ocasião de uma reposição de bola proveniente de um chute legalmente a gol, ou antes de um tiro livre direto, os jogadores deverão ocupar suas posições iniciais em campo. O técnico beneficiado pela infração, poderá escolher qualquer jogador para repor a bola. Uma vez escolhido o técnico não poderá trocar o jogador.

Nos laterais indiretos e bolas saídas pela linha de fundo sem arrumação (sem terem sido mandadas a gol), os jogadores permanecerão no lugar onde estavam quando a bola saiu, com exceção de qualquer jogador escolhido para recolocar a bola em jogo do técnico beneficiado pela infração. Uma vez escolhido o técnico não mais poderá trocar o jogador.

OS JOGADORES DEVERÃO ESTAR SEMPRE EM CAMPO

Art.39 – Será considerado fora de jogo, o jogador que ultrapassar inteiramente qualquer das linhas demarcatórias que circundam o campo, após um lance, o seu técnico obrigatoriamente deverá fazê-lo voltar a campo ou ao jogo, encostando-o na linha, pelo lado de fora, no exato ponto por onde saiu, mesmo que seja para chutar a gol.

§ 1º – Caso o técnico citado neste artigo não colocar o (s) seu (es) jogador (es) antes da sua próxima jogada, 0 (s) dito (s) jogador (es) permanecerá(ão) fora de jogo até que haja uma jogada com direito a arrumação das equipes.

§ 2º – O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos goleiros.

§ 3º – O técnico adversário, se lhe convier, poderá por o(s) jogador(es) em jogo encostando-os na linha pelo lado de fora antes da sua próxima jogada;

§ 3º – O jogador ao sair de campo e bater na borda e retornar ao campo, o técnico deve recolocá-lo na linha por onde saiu antes de sua próxima rodada. Caso contrário está fora de campo.

§ 4º – Aplique-se o disposto nos parágrafos 1º e 3º aos casos de jogadores saídos por dentro da trave ou na pequena área, neste caso quando da vez de movimentação desses jogadores, eles poderão ser avançados, no sentido do centro de campo, até que sua metade fique além da linha de pequena área.

SUBSTITUIÇÕES

Art.40 – Os técnicos só poderão fazer substituições com o jogo paralisado e com o consentimento do árbitro.

§ 1º As substituições poderão ser realizadas em número de (03) três por jogo e a qualquer tempo, utilizando-se no máximo 10 segundos para ser efetuada;
§ 2º Uma vez substituído, o jogador não mais poderá voltar ao jogo.

BOLA EM JOGO

Art.41 – A bola estará em jogo:

a) quando não ultrapassar as linhas laterais que limitam o campo;
b) quando chocar-se com a trave, com o goleiro, com a mão do árbitro, com a mão e/ou palheta do técnico ficando em campo, sem que tenha havido deliberada intenção de tocar na bola.
c) Enquanto o árbitro não der por terminada a partida;
d) Enquanto o cronômetro não tocar;
e) A bola continuará em jogo quando após rebatida pelo goleiro, permanecer em campo, cabendo a jogada seguinte ao técnico em cujo campo a bola parar.

BOLA FORA DE JOGO

Art.42 – A bola só estará fora de jogo, quando apresentar-se nos seguintes casos:

a) quando for considerado gol;
b) quando a bola ultrapassar totalmente as linhas que limitam o campo;
c) quando a bola parar na linha de fundo;
d) a partir do instante que o jogo for interrompido pelo árbitro;
e) quando parar atingindo a pequena área.
f) Quando for cometido uma infração ou falta.

POSSE DE BOLA

Art.43 – Para determinação de posse de bola, deverá durante toda a partida, ser observado que o técnico terá essa posse sempre que:

a) a saída lhe couber por ocasião do início da 1ª ou 2ª fase de jogo;
b) couber-lhe a cobrança de infrações;
c) couber-lhe qualquer reposição de bola;
d) após sofrer um gol tenha que reiniciar o jogo com a bola ao centro;
e) chutar a gol ou lançar e o goleiro defender, vindo a bola parar no seu campo de defesa.

Parágrafo Único – Se durante a partida a bola vier a ser reposta em movimento acidentalmente por qualquer que seja o agente, deverá ser recolocada no local onde se deu a ocorrência, mantendo-se a vez de jogada do técnico.

BOLA COLADA

Art.44 – Entende-se por bola colada quando, ao final de um lance, a bola se encontrar em um determinado jogador. Caberá ao árbitro definir, antes que se processe o lance seguinte, se a bola está efetivamente colada ou apenas muito próximo do jogador .

§ 1º – Comprovada que a bola está colada, ou sobre o botão, não haverá falta no jogador que está com a bola.

§ 2º – É vedata quaisquer cobranças de tiro livre com a bola colada.

BOLA PRESA

Art.45 – Entende-se por bola presa, quando um jogador adversário não puder deslocar a bola para frente sem tocar em nehum outro jogador.

§ 1º – Nenhum jogador poderá manter a bola presa por mais de dois lances de um mesmo técnico sob pena de cometer uma falta técnica grave, se a obstrução se der no campo de defesa do infrator ou cometer uma falta técnica leve, se a obstrução se der no campo de ataque.

BOLA TRAVADA

Art. 46 – Entende-se por bola travada, quando um técnico optar por se defender e colocar um jogador entre a bola e o seu gol, com distância inferior a 8 cm, de modo a dificultar o próximo lance do adversário.

§ 1º – É vetado travar a bola no seu campo de ataque. No caso de jogo travado no ataque, o jogador deverá ser afastado lateralmente apenas o suficiente para destravar a bola, permanecendo a distância mínima de 8 cm entre ele e a bola.

§ 2º – Quando a bola estiver travada no campo de defesa, qualquer jogador que o outro técnico utilizar para travar uma bola, terá direito a duas jogadas para posicionamento, tendo que chutar a gol na terceira ou abrir totalmente a jogada. Caso não o faça será marcada contra ele uma falta técnica leve.

§ 3º- No caso do defensor tocar na bola o técnico terá novamente as oportunidades previstas neste art.;

DAS JOGADAS SEM ENTRADA E JOGADAS TRANCADAS

DAS JOGADAS SEM ENTRADA

Art.47 – Entende-se por jogada sem entrada, quando nenhum jogador, atrás ou na linha da bola, puder deslocar a bola para frente sem antes tocar em um jogador adversário. Entende-se em deslocar a bola para frente, não em colocar a bola no campo de ataque, mas sim, em deslocá-la de tal modo que a sua distância final para a linha de fundo de defesa seja maior que a sua distância inicial.

§ 1º – Nenhum jogador poderá manter a bola sem entrada por mais de dois lances de um mesmo técnico sob pena de cometer uma falta técnica grave, se a obstrução se der no campo de defesa do infrator ou cometer uma falta técnica leve, se a obstrução se der no campo de ataque.

§ 2º – Por ocasião da abertura da jogada, o técnico poderá tocar na bola se a obstrução se der no campo de defesa, e não poderá tocar na bola, se a obstrução se der no campo de ataque.

§ 3º – Não será considerado sem entrada, a jogada em que quaisquer jogadores do técnico de defesa, esteja impossibilitado de atingir a bola sem a interferência de jogador adversário. Caso algum fator físico como a trave venha causar a impossibilidade é permitido ao técnico de defesa adiantar seu jogador só o bastante para eliminá-la.

§ 4º – Não será considerado sem entrada, a jogada em que a bola esteja na frente em relação a pelo menos um jogador do técnico de defesa. Entende-se por bola na frente quando a distância da bola ao defensor é menor que a distância do defensor ao atacante.

§ 5º – Não será considerado sem entrada, a jogada em que a bola esteja na frente de todos os jogadores em campo.

§ 6º – Para efeito de entrada observa-se-á o alinhamento bola e botão.

DAS JOGADAS TRANCADAS

Art. 48 – Considera jogo trancado, quando um técnico, de modo proposital, ou não, interpuser com a bola livre um seu jogador entre um jogador adversário “mais próximo” e a bola sem antes ter tocado nesta, impedindo o livre curso da jogada quer no campo de ataque, quer no campo de defesa.

§ 1º – Considera também jogo trancado, quando um jogador que já estiver trancando a jogada, ou seja sem permitir que o jogador adversário “mais próximo” o livre curso da jogada, quer no campo de ataque, quer no campo de defesa, se movimente sem tocar na bola.

§ 2º – No caso do jogo trancado, o jogador que está trancando a jogada deverá ser afastado lateralmente apenas o suficiente, porém não inferior a 08 cm e o jogo transcorrerá normalmente.

MARCAÇÃO DE GOL

Conceito de gol

Art.49 – Um gol é conquistado quando a bola ultrapassa inteiramente (art. 8º), a linha de fundo, entre os postes e sob o travessão após ter sido legalmente chutada a gol.

Parágrafo Único – Sempre que um técnico acionar o seu botão no seu campo de encontro a bola, e esta vier adentrar em sua própria meta, será concedido gol à equipe adversária, desde que a bola não saia do campo de defesa.

CONDIÇÕES PRELIMINARES DE ARREMESSO A GOL

Art.50 – Somente poderão ocorrer arremesso a gol adversário com a bola estacionada no campo de ataque ultrapassando inteiramente a linha divisória do campo, independente do local onde o jogador esteja.

Parágrafo Único – Vetado o arremesso a gol por tabela no botão que esteja sobre ou além da linha divisória do campo de defesa.

GOL VÁLIDO

Art.51 – O gol é considerado válido quando:

a) A bola chutada legalmente a gol ultrapassar totalmente a linha de meta,
b) O técnico ao rebater uma bola com o goleiro e esta ao tabelar com qualquer botão em seu campo de defesa, adentrar em sua meta é considerado gol contra;
c) Feito de jogada realizada pelo técnico que se defende, arremessando contra a própria meta, desde que pelo menos a bola esteja no seu campo de defesa.

Parágrafo Único – Com exceção feita a penalidade máxima e ao gol contra, não será válido o gol consignado sem que tenha precedido do aviso de “pegue”, dito alto e em bom som.

ATUAÇÃO DO GOLEIRO

Art.52 – A atuação do goleiro está restrita aos limites da pequena área, não podendo ultrapassar as suas linhas limítrofes.

OCORRÊNCIAS ACIDENTAIS

Art.53 – É assim, considerada toda a ocorrência casual, alheia à vontade dos técnicos e do árbitro que venha ocorrer durante uma partida.

Parágrafo Único – As ocorrências mais comuns e os meios para contorná-las são:

a) jogador situado sobre o outro após uma jogada deverá ser afastado no sentido do seu movimento, devendo ficar colado;
b) jogador (es) deslocado (s) acidentalmente pelo árbitro ou pelos técnicos deverá (ão) ser imediatamente corrigido o (s) seu (s) posicionamento(s) voltando à posição anterior;
c) quando a bola ficar sob um botão após uma jogada do seu técnico será considerado “mão” e punido como tal, de acordo com o local da ocorrência.
d) Quando a bola ficar sob um jogador, como resultado de uma jogada do técnico adversário será marcado infração contra esse técnico, e punido de acordo com o local da infração;
e) Na sequência de uma jogada, um jogador sai de campo, e após bater nas bordas do campo (batedores) retorna ao interior deste e desloca um ou mais jogadores e/ou a bola, deverá ser imediatamente removido e colocado no ponto onde saiu, conforme o art.39, e tudo o mais por ele deslocado deverá retornar à posição imediatamente anterior à ocorrência.
f) O jogador sobre a linha do gol ou atingindo a linha da pequena área, poderá ser adiantado na direção do centro do campo, desde que sua posição final seja na pequena área, para o técnico efetuar a jogada.

REGRA VI – DO IMPEDIMENTO

Art.54 – Um jogador está “impedido”, quando no seu campo de ataque, estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola e além da linha do último jogador adversário ou quando estiver atingindo a linha de fundo.

§ 1º – O impedimento será marcado no instante do aviso “pegue” observando a posição dos botões na jogada anterior da conclusão do lançamento, ou antes da última jogada do jogador de defesa.

§ 2º – Quando o técnico de ataque mandar o aviso de “peque” com o seu jogador em impedimento, será considerado falta indireta, e será cobrada no local do jogador em impedimento, sem que haja arrumação das equipes.

§ 3º – É vetado ao técnico ao retirar o seu botão quando este estiver em impedimento tocar no bola, caso aconteça, será considerado falta indireta, voltando o botão para o lugar de impedimento, excetuando-se em reposição de bola.

Art.55 – Para efeito de chute a gol, o impedimento deixará de existir se o adversário:

a) tocar na bola deixando-a permanecer no campo e defesa;

Parágrafo Único – A condição de impedimento para o atacante que está tocando na linha de fundo sempre existirá, exceto quando da ocorrência da alínea “a”, deste artigo.

REGRA VII – DAS FALTAS (INFRAÇÕES) E SUAS PENALIDADES

Art.56 – Constitui falta o ato do jogador que faz o lance ou outro de sua equipe, por ele impulsionado, chocar-se com um jogador ou goleiro adversário antes de tocar na bola. Elas podem ser: diretas e indiretas.

§ 1º- Se o ato deste art.56, for o deslocamento de mais de um jogador, prevalecerá a falta cujo local do choque resulte maior punição;

§ 2º- A falta sobre o goleiro será cobrada de qualquer parte da grande área;

§ 3º- É igualmente falta o técnico fazer lance com o jogador do time adversário;

§ 4º- Constitui falta o técnico tocar na bola com o botão que está em impedimento.

§ 5º- Costitui falta o ato de um técnico pegar a bola com a mão, estando esta em jogo, ou esta vier tocar na palheta estando sobre o campo ou mesmo presa pela mão do técnico, porém sobre o campo quando da vez de jogo do adversário.

§ 6º- Quando a bola vier a ficar sob um jogador de uma equipe “a” após uma jogada do seu técnico, isto será considerado falta.

§ 7º- Quando a bola vier ficar sob um jogador de uma equipe “b”, como resultado de uma jogada do técnico “a”, será também considerado falta contra “a”.

FALTA DIRETA

Art.57 – BARREIRA É o posicionamento de 01(um) jogador do técnico infrator, disposto à 8 (oito) cm, medidos com o gabarito de posicionamento de barreira, entre a bola e o gol, com intuito de dificultar o chute a gol.

Art.58 – São as faltas cometidas por uma equipe no seu campo de defesa.

PUNIÇÃO – Tiro livre direto para o adversário com barreira, do local onde se deu a ocorrência.

FALTA INDIRETA

Art.59 – São as faltas cometidas por uma equipe no seu campo de ataque.

Penalidade – Tiro livre indireto para o adversário, cobrado do local onde se deu a ocorrência, sem arrumação das equipes.

FALTAS TÉCNICAS

Conceito

Art.60 – Chama-se falta técnica à toda infração cometida do ponto de vista disciplinar esportivo, quer haja insubordinação ao árbitro, reclamações de decisão do árbitro por erros de fatos, atitudes anti-desportivas, grosserias ou artimanhas. Elas são do tipo disciplinar (leve ou grave), reversão (perda de posse de bola pelo infrator) ou de jogo, classificadas de acordo com o seu grau de moderação. Elas podem ser: muito leve, leve, moderada, grave e muito grave.

Art.61 – Chama-se cera a todo e qualquer artifício ou recurso que um técnico venha utilizar com intenção de fazer o tempo passar e consequentemente prejudicar a equipe adversária a fim de conseguir e ou assegurar um resultado favorável a si ou a terceiros.

REVERSÃO

Art.62 – A reversão da posse de bola para o técnico adversário, se dá pela execução irregular do arremesso lateral, tiro de meta ou das saídas de centro de campo.

§ 1º – Se dará reversão no lateral quando o técnico o bater com a bola fora de campo ou o jogador atingindo a linha.

§ 2º – Se dará reversão no tiro de meta, quando o técnico o bater com a bola fora da linha da pequena área ou no lado contrário ao de saída da bola.

§ 3º – Perderá o centro a equipe que tirá-lo incorretamente, devendo o juiz determinar tiro de meta para a equipe adversária.

FALTA TÉCNICA DISCIPLINAR

Art. 63 – São aquelas que são realizadas fora do campo de jogo. Elas podem ser grave ou leve. Diferem-se entre si pelo grau da infração e pela punição aplicada.

Art. 64 – Falta Técnica Disciplinar Grave:

a) atitudes grosseiras contra o árbitro, adversário ou pessoas presentes no recinto;
b) atitude anti-desportiva tais como: palavras indecorosas, sempre que um técnico atirar sua palheta propositalmente para dar vazão a um descontentamento qualquer ou por qualquer outro motivo, atirar goleiro ou mesmo fazer gestos insinuantes e bater no campo;
c) fazer reclamações quanto às decisões de erro de fato do árbitro;

§ 1º- Penalidade – Tiro livre direto sem barreira com a bola colocada em um dos ângulos superiores da grande área (bico da grande área).

Art.65 Falta Técnica Disciplinar Leve:

a) fazer CERA, ou seja, uso dos tempos além dos estabelecidos (art.61), ou provocar atrasos em reposições de bola ou continuidade de jogada;
b) comunicar-se com pessoas alheias ao jogo, de modo que venha a receber informações quanto ao tempo ou andamento de outras partidas ou mesmo no intuito de fazer comentários de seu jogo;
c) o uso indevido para se inteirar do tempo de jogo;
d) recusar-se a limpar as mãos, braços, etc, que estejam prejudicando o andamento da partida e do bom estado do campo;
e) a insistência em manter as mãos na mesa ou encostar-se a ela sendo a posse de bola do adversário;
f) fazer gestos ou ficar movimentando quando a posse de bola for do adversário;

– PENALIDADE – Advertência verbal do árbitro.

FALTA TÉCNICA DE JOGO

Art.66 – Falta Técnica Leve: São aquelas que são realizadas no campo de ataque do infrator, com exceção da reincidência da falta técnica disciplinar leve. São elas:

a) Impedir a trajetória de um jogador ou conduzi-lo, ao invés de impulsioná-lo com a palheta;
b) fazer lances sem ter no mínimo um dos pés no chão ou em um banco ou tamborete, ou fazer lance na vez do adversário;
c) movimentar a bola, mudar o seu curso ou fazer parar sem ser por meios legais;
d) manobrar com jogadores adversários mesmo por engano;
e) Reincindência das faltas técnicas disciplinares leve.

PUNIÇÃO – Tiro livre indireto cobrado no local onde ocorreu a infração. No caso da reincidência da falta técnica disciplinar o técnico beneficiado cobrará tiro de meta.

FALTA TÉCNICA MODERADA, GRAVE OU MUITO GRAVE

Art.67 – São aquelas que são realizadas no campo de defesa do infrator. Elas diferem entre si pela punição aplicada.

Art.68 – Falta Técnica Moderada:

a) Impedir a trajetória de um jogador ou conduzi-lo, ao invés de impulsioná-lo com a palheta;
b) fazer lances sem ter no mínimo um dos pés no chão ou em um banco ou tamborete, ou fazer lance na vez do adversário;
c) movimentar a bola, mudar o seu curso ou fazer parar sem ser por meios legais;
d) manobrar com jogadores adversários mesmo por engano;
e) Reincindência das faltas técnicas muito leve.

Penalidade: Tiro livre direto com barreira cobrado no local onde ocorreu a infração.

Art.69 – Falta Técnica Grave:

A) Atrasar a bola em seu campo de defesa, a sua posição inicial, em relação a linha de fundo.

B) Jogar intencionalmente no seu campo de defesa a bola para sua pequena área, mesmo que a bola se desloque para frente;

§ 1º – PENALIDADE – Tiro livre direto sem barreira com a bola colocada em um dos ângulos superiores da grande área (bico da grande área).

§ 2º – Nos casos em que, da jogada para trás resulte gol contra deverá prevalecer o gol, desde que a bola não saia do campo de defesa.

§ 3º – Quando da jogada para trás resulte em lateral direto (bi toque), ou escanteio, poderá o técnico beneficiado optar pelo § 1º deste art ou pelo tiro livre direto.

§ 4º – colocar o goleiro sobre o botão adversário na hora em que fizer uma defesa.

FALTA TÉCNICA MUITO GRAVE

Art.70 – Falta Técnica muito Grave: Fazer falta intencional de modo a se beneficiar com a jogada.

Penalidade – Tiro livre direto sem barreira com a bola colocada em qualquer ponto da meia lua e expulsão do jogo do jogador que cometer a infração.

REGRA VIII – DAS DISPUTAS DE DESEMPATE POR LATERAL DIRETO (BI TOQUE)

Art.71 – Nas competições é adotado como critério de desempate a cobrança de laterais diretos (bi toque).

§ 1º – Serão cobrados em três cobranças alternadas, sendo declarado vencedor o que fizer mais gols. Permanecendo o empate, serão cobrados duas cobranças alternadas. Permanecendo o empate, será cobrado uma cobrança alternada até que haja um vencedor.

§ 2º – O lateral direto (bi toque) será cobrado pela equipe a que tiver direito sempre mediante o acionamento de um jogador que impulsionará a bola. O jogador deverá ficar fora do campo enquanto que a bola deverá ser posta em cima da linha lateral do campo de ataque. Se não for cumprida esta norma a equipe perderá o bi toque.

§ 3º – A equipe que tiver direito a cobrança deverá arrumar seus jogadores de ataque do mesmo modo da posição inicial, com os jogadores que terminaram a partida, podendo substituir quaisquer jogadores de ataque por jogadores de defesa, desde que estes também tenham terminado a partida. A equipe defensora deverá posicionar seus jogadores no campo oposto a cobrança, de modo que a não interferir na cobrança adversária.

§ 4º – Se a equipe defensora cometer hand-se, a equipe cobradora terá direito a nova cobrança.

REGRA IX – DO ÁRBITRO

Art.72 – Chama-se de árbitro, a um indivíduo designado para dirigir uma partida, e que durante o transcorrer desta, fiscalizar, interpretar e aplicar as regras do jogo alem de tomar decisões quanto aos lances e andamento de uma partida.

Parágrafo Único – A autoridade do árbitro é suprema no recinto do jogo, iniciando-se quando do recebimento da súmula até a devolução desta onde deverá ter anotado todas as ocorrências do jogo e apôsto sua assinatura. Após a devolução da súmula, todos os acontecimentos serão de competência do representante do órgão mentor da competição.

DEVERES DO ÁRBITRO

Art.73 – O árbitro tem o dever de:

a) conhecer a fundo as leis do jogo;
b) atuar sempre com imparcialidade, elegância, respeito e cortesia sem deixar contudo de ser enérgico e firme em suas decisões fazendo-se respeitar;
c) usar as leis do jogo como se determina sem desleixar quanto a atenção e aplicação das referidas leis;
d) falar aos técnicos somente o indispensável, não cabendo ao árbitro ensinar aos técnicos as leis do jogo. Podendo fazê-lo se o achar necessário a título de esclarecimento no intervalo da partida ou após a mesma;
e) não permitir a presença de pessoas ao redor da mesa de jogo de modo que possa dificultar a movimentação normal dos técnicos e dele próprio;
f) não fumar, comer ou ingerir líquidos durante a partida;
g) não permitir que pessoas alheias se dirijam a ele ou aos técnicos por palavras, gesto ou outro recurso qualquer, salvo se para comunicar assunto de real interesse da partida ou de força maior;
h) não permitir que quaisquer dos técnicos participantes se afastem da mesa de jogo por espaço além do necessário, bem como não permitir que quaisquer dos técnicos atuem com atitude deselegante e incompatível com o comportamento de um bom desportista;
i) interromper e iniciar a partida a qualquer instante quando ocorrer uma eventualidade relevante ou motivo de forma maior anotando sempre o tempo de jogo transcorrido;
j) relatar em súmula as ocorrências anormais de uma partida, com infrações disciplinares, paralisações, descontos e outros;
k) jamais manter discussões durante uma partida sobre interpretações de lance ou aplicações de regras;
l) atuar durante a partida sem fazer comentários e evitar sempre que possível tocar na mesa e nos equipamentos de jogo, a não se quando definir dúvidas de posicionamento de jogadores;
m) pedir à assistência, que mantenha a distância adequada do campo de jogo, e principalmente conveniência ao torcer, não permitir instruções ao técnico e coibir outros atos que venham perturbar o bom andamento da partida.

Parágrafo Único – o árbitro poderá designar um auxiliar para ajudá-lo de forma geral, porém nas decisões prevalecerão as do árbitro.

Art.74 – As decisões do árbitro sobre questões de fatos ligados a partida são finais, incorrigíveis no que concerne ao resultado. O resultado de uma partida não poderá ser mudado por erro de fato, proveniente da má observação do árbitro.

ERRO DE DIREITO

Art.75 – As decisões do árbitro sobre questões de direito, proveniente da má aplicação das regras, admitem recursos ao órgão competente, que poderá manter o resultado, anular a partida, determinar nova realização ou ainda mudar o resultado da partida já realizada.

CRONOMETRAGEM

Art.75 – Não havendo um cronometrista especialmente designado, deve o árbitro atuar como tal, fazendo com que a partida transcorra normalmente, dentro do tempo regulamentar.

Parágrafo Único – O árbitro deverá descontar todo o tempo perdido com o retardamento intencional do desenvolvimento normal do jogo.

PRÁTICA ANTI-DESPORTIVA

Art.76 – Antes de dar início ao jogo, deve o árbitro solicitar dos técnicos que se despojem dos relógios que estejam eventualmente usando. Durante o jogo, os técnicos não poderão manter conversação com terceiros, nem tão pouco fazer uso de cigarros, bebidas ou de alimentação (art.73, alínea f).

Parágrafo Único – Advertido da prática anti-desportiva, e insistindo em mantê-la, o técnico cometerá indisciplina, sendo punido nos termos desta regra (art.64, § 1º).

Art.77 – O árbitro suspenderá uma partida quando ocorrer incidente imprevisto e insuperável alheio à vontade do árbitro e/ou dos técnicos.

Parágrafo Único – Caberá ao órgão judiciante da F.P.F.M ou da entidade promotora da competição, conforme o caso, com base no regulamento da referida competição decidir sobre a realização ou não do restante da partida ou de novo jogo, bem como da manutenção ou não do placar registrado no tempo jogado.

ENCERRAMENTO PRECOCE DA PARTIDA

Art.78 – O árbitro deverá encerrar a partida se houver por parte de um dos técnicos, atitudes que venham pôr em risco a integridade física e/ou moral de sua pessoa ou dos técnicos.

Parágrafo Único – No caso deste artigo, o árbitro deverá manter o resultado se este for desfavorável ao infrator (agressor) ou manter 1×0 contra o infrator, se o resultado anterior lhe era favorável.

REGRA X – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art.79 – Nas partidas oficiais não é permitido dois times em campo com o mesmo padrão, ou padrão parecido de modo a causar dúvidas de pertinência numa inspeção rápida. Deverá o juiz determinar a troca de time cabendo ao técnico que pela tabela puxar o jogo.

Art.80 – A arbitragem somente será obrigatória nas partidas oficiais, todavia, de comum acordo os técnicos poderão convocar um árbitro para tal fim, nas partidas amistosas.

Art.81 – Somente poderão apitar partidas oficiais, árbitros comprovadamente autorizados pelos órgãos encarregados de arbitragem.

Art.82 – Os jogadores adversários, para efeito de funcionarem como ponto de jogadas tabeladas, intencionais ou não atuam como pontos neutros.

Art.83 – Nas partidas oficiais, é obrigatório a utilização, pelo árbitro, dos cartões amarelo e vermelho para manter, se necessário, a disciplina durante o jogo.

§ 1º – O cartão amarelo, advertência simples.

§ 2º – O cartão vermelho, punição máxima.

§ 3º – As penalidades para as advertências simples e máxima, serão definidas nos regulamentos das competições.

Art.84 – As partidas não oficiais, poderão ser jogadas em tempo único, a critério da entidade organizadora.

Art.85 – Nas competições não oficiais, poderá a critério da entidade organizadora, nas disputas de desempate por lateral direto (bi toque), mudar a quantidade (no mínimo duas) e a forma (alternada ou contínua) das cobranças.

Art.86 – Fica a critério de cada grêmio, ou entidades de futebol de mesa a regulamentação das penalidades referentes aos cartões.

Art.87 – O Futebol de Mesa poderá ser praticado, também como competição de dupla, com as mesmas regras.

Parágrafo Único – A FPFM, regulamentará normas técnicas e disciplinares a competição de duplas.

Art.88 – Aplica-se a Regra Brasileira, na sua plenitude em concomitantemente com a Regra Paraibana, em jogos a níveis Estadual, Interestaduais e Nacionais

Art.89 – Esta REGRA poderá ser modificada pela Assessoria de Regras e Regulamentos, atendendo determinação de revisão expedida pela Diretoria Executiva da F.P.F.M, em atenção à solicitação dos Grêmios e Ligas à elas filiadas.

Art.90 – A presente REGRA foi revisada, e modificada, e entrará em vigor a partir de sua aprovação pela Assessoria de Regras e Regulamentos, em 01 de janeiro de 2010.

Art.91 – Os casos omissos serão julgados pela FPFM, através de seu órgão competente.

João Pessoa, 30 de setembro de 2009

Fábio Maia Villar Hélio Gomes da Silva
Assessor de Regras e Regulamentos Presidente

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